quinta-feira, 31 de julho de 2014

Quem é você?

Agora eu te pergunto,
Quem é você que me faz ser delicada?
Que me faz ser "menininha fofa"?
Quem é você que cuida de mim feito uma criança?
Quem é você que consegue me deixar a vontade mesmo quando estou fora de casa?
Quem é você que me tem todos os SIMs e sabe a hora certa de me dizer não?
Que tem coragem de me abraçar quando estou brava com você?
Quem é você que me tirou todo o medo de ser feliz?
Que me fez ser quem eu sou, que me faz ser eu mesma?
Quem é você que me deixa dublar um cantor famoso descontroladamente no trânsito?
Você morre de vergonha de me ver cantando, e ao mesmo tempo sorri. Por quê? 
Quem é você que me faz perder o sono de tanta saudade que sinto quando fico 3 horas sem te ver?
Quem é você que me abraça forte porque chegou a hora de ir pra casa, e aliviado diz sorrindo "até amanhã"?
Quem é você que roubou meus pensamentos em tão pouco tempo?
É amigo? Namorado? Noivo? Futuro marido? É tudo isso junto?
Eu sei quem eu sou, mas e você?
Eu não sei, e quer saber? Não quero nem saber.
Inflo o peito feito um pombo e te digo quem você é agora, e quem vai ser para sempre.
Você é a coisa mais bonita com quem eu já vivi, e quero te ver sorrindo pelo resto de nossas vidas.




Borghetti, Maisa.
Quem é você que me faz perder a cabeça de tanto pensar?
Que chegou na minha vida sem avisar
Eh você que desperta a minha vontade de aproveitar o resto da vida e casar?
Quem é você que aparece sorrindo e  satisfaz o meu desejo?
Que me faz feliz sempre que eu te vejo 
Eh você que traz todo o amor do mundo em um so beijo?
Quem eh você que me faz ser
Tudo o que você quer e tudo o q vc precisa ?
Que ao mesmo tempo eh tudo o que eu sempre pedi
Eh com você que eu vou fugir longe daqui?
Eh de mim que você quer cuidar?
Eh com esse olhar que pra sempre vou te amar?
Eh do seu amor q eu procuro e preciso
Quem eh você agora q eu te peço isso?
Quer casar comigo?




Miguel, Guilherme Filippoff.

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Quando nasce um poeta?

Quando nasce um poeta?
No momento em que sua mãe dá a luz, ou quando ele escreve suas primeiras palavras?
O poeta quando nasce chora ou recita sobre seus últimos nove meses?
Ainda criança, se tropeça e rala o joelho, ele corre pra mãe ou se agarra na primeira folha de papel que vê é descreve a dor que sente?
Quando nasce eu não sei, não sei
Mas quando escreve, só eu sei o amor que desperta.
Quanto encanto posto em linhas azuis de caderno espiral.
Não há samba que me prenda tanto quanto suas belas palavras
Que me descrevem os sentimentos.
Quando nasce o poeta eu não sei, não sei mesmo
O que sei é que com suas palavras fortes
Traz esperança para muitos de nós
O poeta é um milagre, que permite que acreditemos em outros milagres.
O poeta vê o menino descalço na rua de terra e sofre
Pega o menino pela mão e mostra a esperança
Apresenta o livro, confidente fiel
E através de suas letras em papel de pão
Mostra ao menino o mundo!


Texto de aniversário para o Poeta Sérgio Vaz.



Borghetti, Maísa.

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Pela primeira vez senti vontade de sair do país
Quis ir pra onde ninguém me conhece, e recomeçar 
Para saber quem se importa comigo e o que acham de valor em mim
Nunca se sentiu assim?
Excluído da roda que você mesmo montou?
É como se você fosse apenas a ponte para que todos os seus amigos se encontrassem 
E quando eles se encontram não cabe mais você 
A roda se fecha e você sai, fica observando do lado de fora. 
Me fiz platéia.
Por mais amigos que eu tenha, me sinto sempre longe deles.

Estou fora do eixo
Não me visto como eu quero
Não falo o que eu quero
Não vivo o que eu quero 
Não sou eu mesma, sou o que está na vitrine.
Estou sentada em meio ao caos
Pensei ter descoberto quem eu sou, mas apenas descobri como não deveria ser.



Borghetti, Maísa.

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Eu gosto quando a tristeza ecoa. Ela me pega pelas mãos e me leva para longe como se nada fosse perdido, como se nada fosse passado. Toda agonia, lágrimas, desespero, a nostalgia que sinto numa música ou um cheiro que traz a tona tudo o que vivi, tudo vale a pena.
O que seria de nós se não fossem as lembranças?
Tudo seria esquecido, o beijo proibido, o sorriso escondido, a saudade que apertou, o abraço que tanto acalmou. A lembrança que vem de um fim de tarde, um cheiro, uma voz, um vento norte que me faz tremer, me lembra do dia que senti frio e um braço quente me protegeu de tudo. É ela, é a lembrança quem faz tudo valer a pena, tudo o que foi ruim em um dado momento, vira bom, me faz sentir viva por ter sentido dor. Porque não existe dor mais intensa e bonita que a de saudade e de amor.



Borghetti, Maísa.

quinta-feira, 13 de março de 2014

Estou ansiosa para a vida, é como se todos os meus sonhos tivessem se encontrado nessa fase e estivessem rondando a minha cabeça. Quando penso em um, o outro vem, quando decido o que fazer o outro logo atropela e as mãos começam a tremer, como se uma vida fosse pouca para realizar tudo o que quero. Para realizar o amor, o sonho, o projeto e a liberdade, no meu modo de pensar, preciso de alguns anos. A ânsia de viver tudo o que sonhei até aqui me amedronta, quando criança eu sonhava e não passava disso, sonhos que não saiam do meu travesseiro. Realizei meu primeiro projeto de vida, eu não conseguia acreditar, e quando finalmente entendi onde eu estava todos os outros sonhos corriam atrás de mim como se eu fosse obrigada a realizá-los também.
Hoje me sinto pressionada por eles, mesmo sabendo que todos devem ser realizados com calma. São projetos, vontades, desejos e aspirações. A música que me acalma é a mesma que me acelera, e me dá um norte de como devo seguir. Ficar parada me deixa aflita. O que ontem era panacéia, hoje é desespero, me sinto obrigada a realizar tudo isso. É como os minutos finais da prova para o vestibular, quando faltam 10 minutos e 3 questões que você não faz ideia de como resolver.
Meu lado amor, ou meu inteiro, me faz pensar somente com o coração e me emociona só de imaginar em conseguir realizar tudo o que quero, o coração que me entusiasma é o mesmo que me amedronta, acelera, desespera. O desespero não vem pelo medo de não conseguir, mas por ânsia de que seja feito logo.
Eu só queria levantar, fechar os olhos e dançar a música que me toca, ser livre como águia e voar para todos os lados até o momento em que sento, olho para o céu e deito. O silêncio que ontem respondia as minhas dúvidas, hoje a ecoam insanamente. É como se meus pés estivessem fora do chão e tentando pisar firme, é como se eu estivesse nas nuvens vendo a vida passar e não conseguindo descer.
O personagem que vos escreve não é mais um mero personagem, ele ganhou vida e é mais real do que já pôde ser um dia.



Borghetti, Maísa.

quarta-feira, 12 de março de 2014

Como eu vejo o mundo



Foto: Maísa Borghetti
Eu não sou fotógrafa, mas eu fotografo. Tenho fotos de nuvens, árvores, trem, paisagens, copo de café. Eu fotografo coisas feias e bonitas porque acredito que tudo tem a sua beleza. A beleza está em todo lugar, o que muda é a forma como você vê.
Tem dias que eu acordo com outros olhos, eu vejo um vaso de planta no meu quintal e acho tão lindo e sensível, aquilo me passa uma mensagem, ele é um pedacinho da natureza no meu quintal. Ai eu abro a torneira para regar, eu dou água para a plantinha logo cedo que é o que eu faço quando me levanto, eu bebo um copo d'água e acho que a plantinha também quer.
Lembro que quando criança eu cobrava a minha mãe "mãe, qual o nome das suas plantas? Elas precisam de um nome.", eu adoro as plantas da minha mãe. Eu queria ter um jardim em casa, um pouquinho de terra para mexer no sábado de manhã, nós temos vários vasos no corredor que leva até o portão da rua, eles são o nosso jardim, a nossa natureza de todos os dias.
Tem dias que eu caminho até o ponto de ônibus olhando para o céu, as nuvens conversam comigo como se me dessem "Bom dia", com o sol brilhando no meu rosto eu mal posso abrir os olhos, e então eu pego o meu celular e fotografo, eu gosto de compartilhar esses momentos com meus amigos, eu gosto de mostrar que é bonito, que tudo é bonito quando você olha com bons olhos.
Devemos aproveitar esses momentos, essas fotos, o pouco de natureza que temos na cidade. Porque se os prédios da Av Paulista são bonitos, as árvores que vejo pelo vão do MASP são ainda mais.




Como eu vejo o mundo http://www.flickr.com/photos/103094895@N04/with/12213784204



Borghetti, Maísa.