sábado, 12 de fevereiro de 2011

Desejos.


Todos progrediram e eu fiquei para trás, estão todos seguindo suas vidas e eu estacionei, não cresço nem diminuo, não avanço nem volto, simplesmente parei no tempo.
Me sinto como aquele garoto que faz malabarismo no farol para ter o que comer no final do dia, é o máximo que pode lhe acontecer mais que isso seria milagre, como criança querendo doce antes do jantar. Sou simplesmente alguém almejando algo que não pode ter.
O que quero não é absurdo, não é por capricho, só quero ser alguém, ser vista, ser ouvida, ser levada a sério, ter futuro, caminhar sozinha. Já desejei ter vida fútil para andar bem vestida, ter amigos legais, mas o que quero vai além de roupas e amigos, quero a oportunidade que muitos desperdiçam e não dão o mínimo de valor. Quero um dia olhar pra trás e lembrar de tudo que conquistei, dizer ao mundo que sonhos são possíveis e que realizei o meu, que cresci, é só isso que quero. Me sinto mal diante daqueles que tem, me sinto pequena, inútil.
Talvez seja egoísmo da minha parte não buscar ajuda, talvez seja tolice me entristecer, se é já não sei, só sei que hoje me vejo em um beco sem saída, onde minha vida não passa de uma rotina sem graça, menosprezada por muitos, criticada, uma rotina que quando contada recebe caretas acompanhada de palavras que me deixam para baixo, me humilham. Se hoje estou assim é porque tenho sonhos, planos, preciso dessa rotina para um dia chegar onde quero, tenho consciência disso mas é difícil confiar quando se depende de algo que não se tem.
Tudo o que quero é caminhar, e cantar, e seguir.



Borghetti, Maísa.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Eu não quero.

Eu não quero passar o resto da vida me perguntando o porquê das coisas, da minha existência, da existência das coisas em mim, dos meus sentimentos.
Não quero saber por que a vida é injusta. Não quero continuar escrevendo e jogando fora como se fosse algo inútil, como se minhas palavras não valessem nada. Pode não valer para o outro, mas vale muito para mim.




Borghetti, Maísa.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Sinto medo do meu próprio espaço.



Borghetti, Maísa.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

A tua falta não me entristece mais, estou quase te deletando da minha mente mesmo ouvindo dizer que esse não é o melhor caminho.
Você, que me acha tão menina, sente minha falta?
Lembra dos bons momentos que passamos, das vezes que conversamos até tarde?
Agora, com quem vou tirar minhas duvidas? Para quem você vai revelar as
respostas?
Eu te amei muito, hoje já não sei, não sei mesmo. Pode ser que lá na frente eu
me depare com uma situação parecida, pode ser que eu te entenda, mas no momento
peço para que me deixe, você me magoou, não foi justo e também não serei.

...



Borghetti, Maísa.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Por que às vezes é tão difícil suprir uma falta?
E mesmo sem parecer, afeta tanta coisa, tantos lados... Esse desanimo
que não vai embora, essa falta de vontade, a vontade de chorar o tempo
todo.
Por trás de cada sorriso meu, escondo uma lágrima, meus olhos revelam
o que realmente sinto.




Borghetti, Maísa.

domingo, 20 de junho de 2010


Eu não sei porque fiquei assim, não da eu não consigo entender. Mas é como se nada estivesse dando certo, como se eu estivesse presa em algo que me fará bem um dia, quero me sentir livre e ao mesmo tempo penso que não seria bom.
O passado não quer me deixar viver em paz, está sempre vindo à tona me lembrando de coisas que quero esquecer, deixar pra trás. Não é minha culpa não conseguir esquecer, não é minha culpa ter duvidas muita coisa aconteceu e estou perdida, não sei para que lado eu vou, qual é o melhor caminho para mim, para você, para nós.
Agora está tudo bem, mas não sei se fiz o certo.
Não gosto de me sentir assim, de não me importar com o que te entristece, de não saber o quanto te amo, e quando.

Essa tristeza me atormenta e me faz mal. O que eu mais quero é ser feliz.



Borghetti, Maísa.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Ritual - Cazuza


Pra que sonhar
A vida é tão desconhecida e mágica
Que dorme às vezes do teu lado
Calada
Calada

Pra que buscar o paraíso
Se até o poeta fecha o livro
Sente o perfume de uma flor no lixo
E fuxica
Fuxica

Tantas histórias de um grande amor perdido
Terras perdidas, precipícios
Faz sacrifícios, imola mil virgens
Uma por uma, milhares de dias

Ao mesmo Deus que ensina a prazo
Ao mais esperto e ao mais otário
Que o amor na prática é sempre ao contrário
Que o amor na prática é sempre ao contrário

Ah, pra que chorar
A vida é bela e cruel, despida
Tão desprevenida e exata
Que um dia acaba