segunda-feira, 7 de março de 2011

São Paulo, São Paulo.





É sempre lindo andar na cidade de São Paulo
O clima engana, a vida é grana em São Paulo
A japonesa loura, a nordestina moura de São Paulo
Gatinhas punks, um jeito yankee de São Paulo

Na grande cidade me realizar
Morando num BNH.
Na periferia a fábrica escurece o dia.

Não vá se incomodar com a fauna urbana de São Paulo
Pardais, baratas, ratos na Rota de São Paulo
E pra você criança muita diversão e poluição
Tomar um banho no Tietê ou ver TV.

Na grande cidade me realizar
Morando num BNH
Na periferia a fábrica escurece o dia.

Chora Menino, Freguesia do Ó, Carandiru, Mandaqui, ali
Vila Sônia, Vila Ema, Vila Alpina, Vila Carrão, Morumbi
Pari,
Butantã, Utinga, Embu e Imirim, Brás, Brás, Belém
Bom Retiro, Barra Funda, Ermelino Matarazzo
Mooca, Penha, Lapa, Sé, Jabaquara, Pirituba, Tucuruvi, Tatuapé

Pra quebrar a rotina num fim de semana em São Paulo
Lavar um carro comendo um churro é bom pra burro
Um ponto de partida pra subir na vida em São Paulo
Terraço Itália, Jaraguá, Viaduto do Chá.

Na grande cidade me realizar morando num BNH
Na periferia a fábrica escurece o dia
Na periferia a fábrica escurece o dia



Composição: Oswaldo, Biafra, Claus, Marcelo e Wandy

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Desejos.


Todos progrediram e eu fiquei para trás, estão todos seguindo suas vidas e eu estacionei, não cresço nem diminuo, não avanço nem volto, simplesmente parei no tempo.
Me sinto como aquele garoto que faz malabarismo no farol para ter o que comer no final do dia, é o máximo que pode lhe acontecer mais que isso seria milagre, como criança querendo doce antes do jantar. Sou simplesmente alguém almejando algo que não pode ter.
O que quero não é absurdo, não é por capricho, só quero ser alguém, ser vista, ser ouvida, ser levada a sério, ter futuro, caminhar sozinha. Já desejei ter vida fútil para andar bem vestida, ter amigos legais, mas o que quero vai além de roupas e amigos, quero a oportunidade que muitos desperdiçam e não dão o mínimo de valor. Quero um dia olhar pra trás e lembrar de tudo que conquistei, dizer ao mundo que sonhos são possíveis e que realizei o meu, que cresci, é só isso que quero. Me sinto mal diante daqueles que tem, me sinto pequena, inútil.
Talvez seja egoísmo da minha parte não buscar ajuda, talvez seja tolice me entristecer, se é já não sei, só sei que hoje me vejo em um beco sem saída, onde minha vida não passa de uma rotina sem graça, menosprezada por muitos, criticada, uma rotina que quando contada recebe caretas acompanhada de palavras que me deixam para baixo, me humilham. Se hoje estou assim é porque tenho sonhos, planos, preciso dessa rotina para um dia chegar onde quero, tenho consciência disso mas é difícil confiar quando se depende de algo que não se tem.
Tudo o que quero é caminhar, e cantar, e seguir.



Borghetti, Maísa.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Eu não quero.

Eu não quero passar o resto da vida me perguntando o porquê das coisas, da minha existência, da existência das coisas em mim, dos meus sentimentos.
Não quero saber por que a vida é injusta. Não quero continuar escrevendo e jogando fora como se fosse algo inútil, como se minhas palavras não valessem nada. Pode não valer para o outro, mas vale muito para mim.




Borghetti, Maísa.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Sinto medo do meu próprio espaço.



Borghetti, Maísa.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

A tua falta não me entristece mais, estou quase te deletando da minha mente mesmo ouvindo dizer que esse não é o melhor caminho.
Você, que me acha tão menina, sente minha falta?
Lembra dos bons momentos que passamos, das vezes que conversamos até tarde?
Agora, com quem vou tirar minhas duvidas? Para quem você vai revelar as
respostas?
Eu te amei muito, hoje já não sei, não sei mesmo. Pode ser que lá na frente eu
me depare com uma situação parecida, pode ser que eu te entenda, mas no momento
peço para que me deixe, você me magoou, não foi justo e também não serei.

...



Borghetti, Maísa.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Por que às vezes é tão difícil suprir uma falta?
E mesmo sem parecer, afeta tanta coisa, tantos lados... Esse desanimo
que não vai embora, essa falta de vontade, a vontade de chorar o tempo
todo.
Por trás de cada sorriso meu, escondo uma lágrima, meus olhos revelam
o que realmente sinto.




Borghetti, Maísa.

domingo, 20 de junho de 2010


Eu não sei porque fiquei assim, não da eu não consigo entender. Mas é como se nada estivesse dando certo, como se eu estivesse presa em algo que me fará bem um dia, quero me sentir livre e ao mesmo tempo penso que não seria bom.
O passado não quer me deixar viver em paz, está sempre vindo à tona me lembrando de coisas que quero esquecer, deixar pra trás. Não é minha culpa não conseguir esquecer, não é minha culpa ter duvidas muita coisa aconteceu e estou perdida, não sei para que lado eu vou, qual é o melhor caminho para mim, para você, para nós.
Agora está tudo bem, mas não sei se fiz o certo.
Não gosto de me sentir assim, de não me importar com o que te entristece, de não saber o quanto te amo, e quando.

Essa tristeza me atormenta e me faz mal. O que eu mais quero é ser feliz.



Borghetti, Maísa.