quinta-feira, 14 de agosto de 2008

O dia do casamento - Capítulo XIII



-Que bom que sei!
-É...
-Lu, eu posso mesmo acreditar em você? Eu posso mesmo acreditar que você me ama, e que vamos ser felizes para sempre?
-Não!
-O que?
-Não... Não sei..
-Como assim você não sabe Luiza?
-Apolo, vai embora, por favor, eu preciso ficar sozinha!
-Você realmente quer me fazer de idiota né Luiza?
-Não, não é isso Apolo. É que..
-É que nada, acontece que você gosta mesmo de Pietro, eu sou um intruso na sua vida. Tchau Luiza, não me procure nunca mais.
-Não Apolo calma, espere, eu estou confusa, eu amei muito Pietro, e... Não sei... É difícil.
-Como assim amou muito Pietro? Estamos juntos a anos e esse amor continua Luiza?
-Não, não continua Pietro.. Apol...
-O que? Você me chamou de Pietro Luiza? Agora é demais para mim, chega!
–Apolo desculpa, foi sem querer.
-Seria melhor se você dissesse que foi de propósito Luiza, doeria menos. É acho que você mudou sim de idéia quanto ao que me propôs ontem.

Luiza deixa Apolo ir, ela está muito confusa, seu coração dói pela falta de Pietro e chora pela falta de Apolo. Ela não sabe o que faz. Desesperada liga para Helena.
-Helena eu já tentei esquecê-lo, mas é difícil.
-Mas não é impossível Luiza, você vai cair de novo no mesmo erro ficando com Pietro?
-Ele disse que era imaturo, e é verdade Helena.
-E quem garante que ele mudou?
-Você é igual minha mãe, ficam ai protegendo Apolo. Vou desligar. Tchau.
-Você é quem sabe, tchau.

Luiza não tem o apoio de ninguém quando o assunto é sua paixão por Pietro, com exceção de Sophia. Desesperada ela liga para a amiga e começa a desabafar, Sophia se sensibiliza e vai até a casa de Luiza dar um apoio a amiga.
-Você está mal mesmo hein amiga.
-Muito Soh, eu não sei o que faço. Pietro me balança, Apolo me surpreende
-Quem você ama?
-Não sei, quando eu vejo Pietro pareço adolescente apaixonada, e quando vejo Apolo não tenho duvidas de que é com ele que devo viver pelo resto da minha vida.
-Quem você ama mais?
-Sophia... Chega de perguntas.
-Ta bom RS. Lú me perdoa?
-Ah Sophia, fiquei com muita raiva de você e sinc...
-AAAA NÃO, já estou me sentindo culpada o bastante, se você começar a falar eu vou me matar RS, pára vai, por favor, só diz que me perdoa.
-Ta bom.
-Olha eu posso ir atrás de Apolo e tentar concertar a situação, talvez se eu fiz...
-Sophia o problema não é Apolo nem Pietro, o problema agora é que mais uma vez você me deixou confusa quanto ao que sinto por Pietro, e eu não vejo saída.
-Mas eu vejo.

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

O dia do casamento - Capítulo XII


Sophia, apesar de tudo, estava adorando tudo que estava acontecendo... Assistia tudo como se visse sua peça teatral preferida, e ao mesmo tempo que assistia, sentia-se como se fosse a atriz principal, sem ela, não haveria conflito, sem ela, a história ficaria sem graça... Todo esse caos, havia mudado muito Sophia, olhava a tudo e a todos com outro olhar, falava de um modo diferente, com uma ironia irreconhecível... Pietro no outro dia pela manhã decidiu ir até a casa de Luiza, e foi...
-Luiza... Luiza...
-Entra...
-Olá!-Pietro?
-Ora, pensei que tivesse reconhecido minha voz... Estranhei mesmo mandar entrar com tanta calma (risos).
-O que quer?
-Conversar... Tava me sentindo meio sozinho em casa resolvi vem até aqui.
-E sua mulher? Seus amigos? Porque procurar logo a mim?
-Deve ser porque estava com vontade de conversar com Você.
Os dois subiram para o quarto e por horas ficaram conversando... E faltando duas horas para o prazo que Luiza havia dado quem aparece lá é Apolo, romântico, com flores, um cartão, e bastante chocolate... Entra devagar, quer fazer surpresa, sobe até o quarto:
-É, eu lembro sim... E teve aquela vez que você foi no parque porque sabia que eu estava lá, só para me ver...
-Pie, eu não fui só para te ver... (risos)
-Foi sim, eu sei, eu percebi no seu olhar, e até hoje ele não me falha, sempre sei o que ele está dizendo...
Se olham...
-Ta, é, eu conf...
-Como sou tolo mesmo...
-Apolo? Dizem Luiza e Pietro
-Venho com flores, e olha o que recebo? Sophia estava certa mesmo, e estou me convencendo que eu sempre fui um intruso no meio de vocês dois, o que devo fazer é aceitar.
-Não Apolo, quem não deveria estar aqui sou eu, Luiza e eu somos apenas amigos, e estávamos relembrando o passado... Apenas o passado.
Luiza então diz como se não tivesse gostado do que ouviu, mas volta atrás...
-Como assim Pietro? Eu pensei q... É, eu pensei que ainda tinha a idéia MALUCA de voltar comigo.
-Não talvez não seja o melhor! Vou embora, deixar vocês conversarem, estou torcendo por vocês...
-Tchau Pie, quando puder volte...
-Tchau Lu, foi ótimo ter conversado com você.
Apolo está sentado, olhando para o lado, parecia ter medo, de estar vendo, e ser obrigado a concordar com Sophia. Luiza tem um olhar distante, parece inconformada com alguma coisa... Fala com certa frieza com Apolo.
-Então Apolo, pensou sobre o que conversamos?
-Sim, fui conversar com Sophia logo que você saiu de minha casa... Ela contou-me a verdade, desculpe por ter duvidado de ti, agora sei que não tens nada a ver com o ocorrido do dia do casamento.
-Ah, engraçado ela não ter mentido, mas engraçado ainda é você precisar escutar dela para acreditar.
-Desculpe, errei... Todos erram. Mudou de idéia sobre o que me propôs ontem?
-Não! Porque mudaria?
-Pietro... Não sei.
-Pietro e eu não temos nada. Mesmo que quisesse ter, você mêsm...
-E você quer?
-NÃO!
-Olha trouxe para você... - pega as flores e o chocolate em cima da cama.Com um leve sorriso:
-Você sabe mesmo como me agradar!
-Jura que ainda sei?
-Pelo que vejo, sempre saberá...

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Parabéns para mim.

Hoje é meu aniversário e eu vim me parabenizar por isso.
Parabéns para mim. Que todos os meus sonhos e objetivos
se realizem, que eu seja muito feliz.
Hoje foi um dia legal, ganhei presente e MUITOS parabéns.
Olha só que presentão meu pai me deu, um espacinho no blog
dele.




A semana da gloriosa dona Zazá
A partir de hoje, 4 de agosto data em que ela nasceu, e até o próximo sábado, nosso boteco imaginário estará enfeitado para festa.
Festa para minha filha Maísa, nome que o carinho dos que a rodeiam condensou para Zazá, ou Zá.
Até os sete/oito anos de idade, a família me aperreava:
- A Zazá não faz um círculo com o lápis, não lê uma vírgula!!!
Eu, na minha. Intuitivamente percebia que debaixo daqueles olhinhos vivazes, letras e sinais gráficos entravam em ebulição.
A leitura e a escrita brotaram na colheita prevista do ensino fundamental.
Mas, aos 13 anos, Zazá decretou:
- Vou ser jornalista.
Eu, quieto. Comovido e mudo.
Uma bela tarde, vadiando em vão pela internet, dou de cara com um blog cheio daquilo que os acadêmicos chamam de escrita interior.
A erupção já começou, e eu nem estava sabendo.
Assim é minha Zazá: um lago de doçura.
Mas de uma profundidade, de uns misteriozinhos de menina-moça, que bom seria colocarmos ali um aviso aos navegantes.
Nestes próximos dias vocês saberão algumas historiazinhas reais (opa!, quase entreguei o nome do blog dela!!!) desta personagem importante deste tempo que estou sobre a terra.
Sirvo, como aperitivo, um texto da minha Zazá linda.
E não se espantem se sentirem (garanto que não é corujice paterna) alguma coisa de Clarice, de Lygia...

Dúvidas
Por Maísa Borghetti
Será que...
Não, melhor nem pensar nisso.
Mas... e se realmente for?
Ai!, que medo.
Não sei, mas... sinto medo.
E se eu...
É melhor deixar tudo como está.
Mas seria tão...
IDIOTA!!! Não seja idiota mais uma vez.
Você sabe como é, como foi, e como vai ser.
Tira isso da cabeça.
É, tira isso da cabeça.
Mas... sabendo que tudo seria...
Seria ruim, péssimo.
Já posso sentir a dor, as lágrimas, o desespero.
Melhor nem pensar; melhor deixar assim, como está.
Mas até quando será assim?
Até quando vou deixar como está?
Não seria melhor se eu ...
Não, não seria melhor.
O melhor é que eu espere pra ver o que acontece.
É. É isso.
Esperarei... Em silêncio.
Não será tanto sacrifício, já que eu guardo tanta coisa para mim.
Vou fingir apenas que esqueci, que não ligo mais.
Porém, ligando, e "por de baixo dos panos" fazendo algo para acabar logo com isso.



Pelo visto, até que escrevo um pouco bem. (RS)

sábado, 2 de agosto de 2008

O dia do casamento - Capítulo XI


Apolo então decide ligar para Sophia, só conversando com ela que saberia se deveria realmente ir atrás de Luiza. Mas tinha uma duvida, Sophia podia mesmo estar querendo destruir o casamento dele com Luiza, mas mesmo assim, resolveu arriscar...
-Sophia, é o Apolo, podemos conversar?
-Apolo? Sim pode falar.
-Não gostaria que fosse por telefone.
-E gostaria que fosse por onde?
-Nos encontramos as dezoito no barzinho que fica na esquina da Augusta com a Paulista.
-As dezoito não posso, pode ser às dezessete?
-Ta bom então, até lá...
Então no local e no horário combinado estão ambos... Apolo é direto:
-Sophia preciso que responda com sinceridade o que vou perguntar... O que você disse no dia de meu casamento, aliás, no dia que era pra ser meu casamento, é verdade? Luiza sabia de tudo não é? Era tudo um plano de vocês... Fale a verdade!
-Há meu Deus, como andam aumentando as coisas para você, ou tudo isso foi sua própria conclusão? Garoto esperto!- Sophia diz em um tom irônico.
-Sophia, não brinque, por favor, dependo de sua resposta para ser feliz.
-Ah, ok! Vamos lá, tudo que disse é verdade sim, e você sabe, só nunca quis enxergar. Não, não foi um planinho maquiavélico pra cima do bom moço. Luiza nem Pietro sabiam, são vitimas assim como você, a tempos estava com vontade de fazer uma maldade, escolhi logo o casamento de minha melhor amiga...
-Então tudo isso foi só para ver-nos infelizes, você não presta Sophia. Ainda tem coragem de confessar...
-Então você preferiria que eu não confessasse? Você gosta de viver em um mundo que não é seu, né Apolo?
-O que?
-Olha, falando a verdade, está na cara que Luiza sempre gostou de Pietro, ela só ficou contigo para esquecê-lo, você sempre soube! Eu fiz o que fiz, por achar que faria melhor para todos, Luiza e Pietro que se amam de VERDADE ficariam juntos, e você procuraria alguém que te amasse de verdade também... Mas infelizmente não deu certo, hoje sou vista como a vilã, a invejosa, a que gosta de Pietro, a que gosta de Apolo, e fez tudo isso para ficar com os dois, sabe lá... É tanto que eu escuto que resolvi tapar meus ouvidos...
-A faça mil favores... Quer ser a vitima agora?
-Não, até porque não tenho vocação para vítima, só estou desabafando contigo mesmo...
-Eu acho que não sou a pessoa ideal para isso!
-Não mesmo! Enfim... Quer um conselho?
-Diga...
-Vá lá atrás de Luiza, ela não tem culpa de nada, se tem algum culpado nessa história sou eu.
-Mas você a pouco falou que Luiza ama a Pietro, porque fala para ir-me até ela? Será mais um plano?
-Quem sabe... Tchau Apolo, agora que sabe a verdade, faça o que quiser, mas cuidado, eu posso estar preparando mais um plano para o casal apaixonado, hahahahahaha.
-Tchau... Até que você me ajudou...

quarta-feira, 30 de julho de 2008

O dia do casamento - Capítulo X


...Que Pietro não está desaparecido, tudo isso foi apenas mais uma loucura de Maria Antônia. Na verdade ela estava a procura de Henry seu verdadeiro amor:
-Como assim atrás de Henry?
-Por que eu disse a ela que Henry estava indo a tua casa. Ele disse-me que precisava falar contigo.
-Então ta bom Sophia.
-Ei... Por que ligaste logo para mim?
-Foi o primeiro número que veio a minha mente.
-Então quer dizer que já se convenceu de que Pietro é seu verdadeiro amor e vai atrás dele?
-Não enche Sophiaaa.
Então desliga, sem ao menos agradecer pela informação. Luiza começa a pensar, não entende, por que se preocupa tanto com Pietro, e sente tanto por ter perdido Apolo, sente-se confusa. Decide pedir ajuda a mãe, que diz para ela ir logo atrás de Apolo. Mas como, se seu coração pede para ir atrás de Pietro? Embora seja Apolo quem a faz feliz. Mais um dia se passa, Luiza então decide não esperar, não pode esperar, vai a casa de Apolo e diz tudo que sente:
-Apolo, podemos conversar agora?
-Não temos mais nada para conversar.
-Claro que temos, depois do... Daquele dia não conversamos, você só foi até minha casa para queimar nossas fotos e...
-Ta bom, corrigindo o que disse. Luiza, não temos nada para conversar.
-Sínico.
-Se sou sínico por que veio até aqui?
-Por que eu ainda te am... Por que sou uma troxa, não deveria ter vindo, é perda de tempo.
Luiza anda em direção a porta, aos prantos, Apolo se arrepende de tê-la tratado mal e a chama, mas Luiza nem se quer olha para trás, ele se levanta e a segura pelo braço, olha em seus olhos e os dois se abraçam.
-O que está acontecendo conosco amor?
-Amor, Apolo?
-O que? Ah desculpe-me, força do habito.
-Você ainda me ama?
-Sai.
-RESPONDE
-Sai daqui, vai embora, não vou responder nada.
-Você não era assim.
-As pessoas mudam, não é mesmo Luiza?
-O que você quis dizer com isso?
-Nada por que, deveria?
-Pelo seu tom de voz, sim.
-Está bem Luiza, sente-se, vamos conversar.
Os dois ficam calados, Apolo de cabeça baixa e Luiza olhando para o nada. Ela tenta uma aproximação, mas Apolo recusa.
-O que você veio me dizer mesmo Luiza?
-Queria saber como você está e esclarecer algumas coisas.
-Estou bem obrigado, e não precisa esclarecer nada, se quiser já pode ir.
Luiza olha para Apolo e percebe que ele está chorando, ela seca uma lágrima que escore sobre sua face e diz:
-Eu não vou embora enquanto você não me ouvir.
-Então ta, vai ficar aqui até o amanhecer, eu não quero te ouvir.
Apolo se levanta e sai do quarto, Luiza vai atrás dele e diz, quase gritando.
-Depois de todos esses anos que vivemos juntos, será que não resta nem um pouco de amor, carinho, nenhum sentimento?
-Claro que sim.
-Então ouça o que tenho para te dizer, não podemos mais adiar essa conversa.
Luiza explica tudo o que está acontecendo, esclarece muitas coisas e diz que é Apolo quem ela quer e que ela não tem nada a ver com o que Sophia fez.
-Acredita em mim Apolo?
-É difícil Luiza, difícil de acreditar em ti, de acreditar no que está acontecendo conosco, é tudo difícil para mim.
-E o que pretende fazer?
-Dê-me um tempo, preciso pensar um pouco.
-Tudo bem, me procure dentro de 24h, caso contrário, eu enlouqueço. Até mais.

terça-feira, 22 de julho de 2008

O dia do casamento - Capítulo IX


Sophia diz:

-Tenha dó de si mesma! Tchau Luiza!


Sophia sai do quarto. Luiza controla o choro, fica pensativa, a amiga mexia com sua mente, a deixava confusa. Então decidiu ligar para Helena, uma antiga amiga que não pode aparecer no casamento por problemas pessoais! Luiza contou tudo a ela, Helena achou tudo um absurdo, sempre apoiara o casamento de Luiza com Apolo, disse estar chocada, não esperava essa crueldade de Sophia! Sim Sophia havia sido transformada em uma vilã, ninguém entendia o lado dela, todos a crucificavam, criticavam, não queriam vê-la nem pintada de ouro. Helena foi a casa de Luiza dar uma força para a amiga, mas não ficou muito tempo, Helena é uma pessoa muito ocupada.
No dia seguinte dona Marieta bate na porta, diz que tem uma garota esperando Luiza na sala, mas que ela não quis se identificar. Luiza fica curiosa e vai até lá ver quem é:
- Maria Antônia, o que faz aqui?
-Vim te ver.
-Não seja falsa Maria, quer saber de Pietro?
-Nossa Luiza, eu vim saber como você está, fiquei sabendo do que aconteceu no seu casamento e pensei que..
-Eu disse que queria saber de Pietro. Olha Maria Antônia, eu estou meio sem tempo para interrogatórios, diga logo o que quer saber e vá embora.
-Ele veio pra cá junto com você não veio? Vocês estão juntos, eu sei, onde ele está? No quarto? Eu vou até lá procurá-lo, você não pode tirar ele de mim, você não tem esse direito Luiza.
-Você está louca, não estamos juntos e ele não está aqui.
-Como não? Ele não apareceu em casa desde o casamento.
-NÃO?
Luiza ficou desesperada, ela nunca se perdoaria se acontecesse alguma coisa com Pietro, ela o tratou tão mal.
-Luiza, Pietro não está aqui?
-Não, ele foi embora. Meu Deus será que aconteceu alguma coisa com ele?
-O carro dele está lá fora.
-Só o carro, ele veio me trazer em casa e acabou a gasolina, então ele foi embora andando.
-Espera um pouco, estava chovendo forte naquela noite, como você foi capaz de deixá-lo partir andando?
-Como se você se importasse com ele.
-Claro que eu me importo, sou esposa dele.
Luiza percebe um ar de provocação nas palavras de Maria Antônia.
-Sai daqui garota, você só atormenta a minha vida. Vá embora.
-O que foi, disse algo que você não gostou Lú?
-Você fala de Pietro como se o amasse, eu sei que você não o ama e que está com ele por vingança a mim, sei que me diz essas coisas e finge se preocupar só pra me provocar. Henry é seu verdadeiro amor Maria Antônia.
-Eu vou embora.


Maria Antônia sai, ficou tão irritada com o que Luiza disse que até se esqueceu de Pietro. Mas Luiza não, ela começa a ligar desesperadamente no celular de Pietro, mas só cai na caixa postal, então liga para alguns amigos em comum e descobre que Pietro...

segunda-feira, 14 de julho de 2008

O dia do casamento - Capítulo VIII


Sophia estava em sua casa, com seu cigarro (um triste vício). Mas algo a incomodava, estava incerta do que tivera feito, começou a achar que não deveria ter se intrometido na vida da amiga de tal forma, mas por outro lado achava que estava certa. Mas era estranho imaginar que a amiga podia odia-la para o resto da vida. Estava indecisa, tinha medo! Entre um cigarro e outro decidiu que no dia seguinte procuraria Luiza, e explicar-se-ia pelo que fez. No dia seguinte, acorda, vai até o banheiro, se olha no espelho, não se reconhece... Tem medo. Passa o dia inteiro pensando se deveria mesmo procurar Luiza. Para lá, para cá, de um lado para outro, às 18:00h decidiu que deveria ir até a casa de Luiza... E foi.Chegando, dá de cara logo com a dona Marieta, mãe de Luiza. Ela olha indiferente, Sophia sente-se mal. Então pergunta meio envergonhada:

-Luiza está?

-Sim está, mas o que veio fazer aqui? Atormentar a cabeça de minha filha com seus pensamentos errados?

-Não, vim apenas desculpar-me.

-Ah!

-Posso entrar?

Não diz mais nada, apenas balança a cabeça dizendo que sim, tem um olhar frio. Então Sophia sobe as escadas em direção ao quarto de Luiza. Bate na porta, Luiza abre, Sophia diz:

-Podemos conversar?

-Se eu falar que não, você vai insistir que eu sei! Então não quero perder tempo, diga logo o que tem a dizer e vá embora!

-Está muito chateada comigo? É que na verdade eu só queria o seu bem e acabei fazendo o que sei que é melhor pra...

-Você não sabe o que é melhor pra mim Sophia, nunca soube, se soubesse não teria feito o que fez, você sabe quanto já sofri por Pietro, e não quero, não posso mais sofrer com isso.

-Luiza, desculpe, mas você seria infeliz casando-se com Apolo, você não o ama.

-Discutir contigo é inútil mesmo! Já disse, de meus sentimentos só eu que sei. Não quero mais sofrer por Pietro.

-Se tens medo de sofrer é porque o ama, se não o amasse não sofreria. Você tem medo... Medo de assumir que ama Pietro de verdade, e é com ele, não com Apolo que quer viver o resto de sua vida!

-Eu amo Apolo, é Apolo que eu amo você não consegue entender? Amo tanto que não sei nem do que sou capaz para conseguir o amor dele de volta pra mim. - Luiza chora descontroladamente.

-Porque choras? Vá implorar o perdão de Apolo se o ama tanto como dizes, vamos... Vou contigo e digo que tudo que fiz foi plena maldade. E digo mais, falo de todo esse ‘amor’ que você sente por ele. Vamos?

-Ah, agora você quer consertar o que fez? Arrependeu-se?

-Não, em nenhum momento me arrependi. Mas se você quer continuar se enganando... Não posso mais ajudar-te! Então vamos conversar com Apolo, desminto o que disse e tudo volta a ser como era antes!

-Não vou, pára de querer se meter na minha vida, de querer resolver meus problemas, de querer saber sempre mais que a mim mesma, pára... Pára... Não agüento mais!

-Não vai porque tem medo, porque no fundo sabe de seu amor por Pietro.

-Vá embora Sophia!

-Hamha, eu irei! Não sou de humilhar-me muito, você sabe... Mas sei que um dia irá agradecer-me, e este dia será no dia de seu casamento com Pietro, você irá até minha casa convidar-me para festa, e ai vai ser tarde de mais.

-Ahahahahaha! Coitada, você acha mesmo Sophia? Acha que um dia agradecerei a você por estragar a minha vida? E ainda acredita que me casarei com Pietro?

-Eu acredito no amor verdadeiro!

-Sophia, eu tenho dó de você!