terça-feira, 20 de agosto de 2013

(RE)inventar. (RE)começar. Recomeçar.

Do (RE)começo nasce o erro. Porque todo recomeço (meu) é baseado em todos os meus não's anteriores. Pois bem, não recomeçar é o que vale. Começar é começar, não precisa de RE nenhum. Aliás, quem coloquei aquele RE escondido ali em cima? 
Vê lá, tem gente demais dando pitaco no meu começo, no meu livro, livreto, cordel, sei lá o que. Quanta auto-ajuda, sai pra lá.

Me deixa, deixa eu que hoje vou ser Dom. É, esse mesmo. O Quixote, Dom Quixote, aquele lá que quando voltou percebeu que não é herói, sabe? Chega disso, quanto tempo eu já perdi aqui com tanta explicação? Não lhe devo explicação alguma, anônimo e raro leitor. Nem mesmo a mim leitora de minhas próprias palavras. Quem explica a vida, não vive, siga o conselho do mestre "Não passe pela vida. Viva". Ora, Chaplin colocou tão bem as palavras que seria inútil contrariá-lo.

Mas chega de prosa que eu já me cansei de lero-lero, vocês estão me atrapalhando. Para de me ler que minha letra não é boa e quase não se entende aquilo que se lê, a culpa é da minha mãe, eu só sei que as palavras são bonitas, a letra já é com ela, nem vem, vá ler o livro de alguém e me deixe aqui com o meu, anda logo que já deu a hora. Vá, mas depois volte aqui para mais um dedinho de prosa, traz alguém que eu sou nova e quero conversar com gente antiga, que isso é bom para o conhecimento de gente que ainda não viveu muita coisa, e precisa de ajuda para escrever um livro.



Borghetti, Maísa.

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Devaneios

Em dias de frio bate melancolia, e isso me faz refletir.
Refletir sobre meu medo de continuar e dar um passo em falso. Será que deveria voltar? Nunca devemos!
Talvez eu devesse continuar, olhar para você e te fazer vir até mim e então caminharmos juntos. São apenas devaneios.



Borghetti, Maísa.

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Acordei.

Aquele momento em que você não sabe o que fazer, sentir, dizer...
Vai dar saudade, eu sei que vai. Nos dias de show, de aniversários, de trocar ideias e eu vou respirar fundo fechar os olhos sorrir e continuar em frente, porque eu perco o amor, mas não perco o rebolado rs.
Não adianta se lamentar se a vida quis assim, se os caminhos incertos tomaram esse rumo. Em meio a tantas pedras existiram dias de alegria, amor, fidelidade, lealdade e isso tudo é o que faz valer a pena, talvez por isso dê saudade. Mas entre uma saudade e outra, um sorriso e outro, vou escrevendo uma nova história. Jamais como o nosso "faz de conta ou faz acontecer" e nem construirei um pequeno castelo como o nosso, mas quando nosso amor amadurece só desejamos felicidade.
Ainda há esperança, contudo, se por hora não é hora de ficar perto, se lamentar não faz sentido. O sonho foi lindo, foi bom e foi até real, mas acabou. E acabou feito aqueles em que se continua sonhando que seja real, me lembrarei de cada parte desse sonho com um sorriso no rosto, só enquanto eu respirar.



Borghetti, Maísa.

terça-feira, 25 de junho de 2013

Respirar? Respirar por que e para quem?
Se antes era por você, hoje não mais será...
A vida é um tanto louca, mais que eu. Eu sou apenas uma garotinha com aspiração em romantismo, e que lê shakespeare nas horas vagas e o culpa pelas histórias de amores impossíveis.
O amor pensa que manda. ele chega quando quer e vai embora sem avisar.



Borghetti, Maísa.

sábado, 22 de junho de 2013

Hoje eu não estou

Hoje eu não estou para nada.
Não estou para discutir política, não estou para rir com os amigos na mesa de um bar, não estou para fotos, não estou para filmes, não estou para fazer compras, não estou para dar conselhos muito menos para receber, não estou para ninguém. 
Hoje eu estou só por estar.



Borghetti, Maísa.

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Incômodo

Sou uma pessoa incomodada, me incomodo com tudo.
Me incomodo com as manias das pessoas, com as manias do cara que eu gosto, das pessoas que não gosto, com as minhas manias.
Me incomodo com o barulho que faço quando como pipoca.
Me incomodo com as decisões que eu tomo, com meus medos e covardias.
Me incomodo por ser tão comum e complicada.
Me incomodo com tudo, com você, comigo. E me incomodo com essa minha mania de me incomodar com tudo.



Borghetti, Maísa.

sexta-feira, 7 de junho de 2013

E o que dizer?

E o que eu vou dizer? Se até inspiração me falta, palavras não conseguem chegar perto.
Eu preciso, mas o que vou dizer? Nada vai te convencer dos meus medos de ser adulta.
Eu ando perdida sendo sua pela metade, tendo seu toque até o relógio gritar que é hora de ir para casa, chegar e sorrir por ter sentido o seu cheiro, e chorar ao te ver partir.
Se não aguenta mais sonhos com hora para acabar, imagine eu, que acordo sorrindo e em seguida fico triste por saber que foi só um sonho, mais um.
Eu quis dizer que não sairia da sua vida, que não partiria, mas talvez eu tenha errado na minha tentativa de crescer e te fiz ir para longe de nós dois, foi quando você viu que não dá mais. E o que vou dizer? Para que aceite novamente? Para que espere só mais um pouco?
Somos tão iguais nas nossas diferenças com o mundo, no nosso jeito de gritar a dor e a saudade. Eu toda louca serelepe e você sorrindo lindo e segurando minha mão. Pudemos encontrar um valor tão escasso dentro de nós dois, e hoje olha só onde estamos. Você ai sentado me vendo dançar um tango que você odeia, e eu sorrindo tentando te enganar. Eu odeio tango, eu odeio crescer.
Será que acabou mesmo, ou o roteirista quer dar mais emoção para nossa história?
Você acredita em final feliz? Você acredita que nossos sonhos ainda são nossos?



Borghetti, Maísa.