"Escrever é brincar de Deus. Você inventa um mundo, um palco, faz nascer e morrer personagens, cria um cosmo todo particular, você constrói um cenário, uma história, uma narrativa, você faz e desfaz." Lonza,Furio.
quinta-feira, 9 de janeiro de 2014
quarta-feira, 8 de janeiro de 2014
Sobre ser feliz.
Quem já se perguntou o que é felicidade?
Já escrevi sobre isso em outras épocas, já senti vontade de ser feliz, já me senti infeliz e já me senti feliz. Hoje, por exemplo, sou feliz.
Vi o trecho de uma entrevista com Mário Sérgio Cortella e passei a pensar melhor sobre a tal felicidade.
Temos aqui a entrevisca com o Cortella, e o trecho de texto que publiquei aqui no blog em 4 de setembro de 2009 (texto completo aqui):
Eu escolho o que sinto
Se eu quiser ficar feliz eu fico, basta um sorriso e pronto, estou feliz.
Não dependo de ninguém para sorrir, posso me olhar no espelho e fazer algumas caretas, posso ler uma piada, assistir um programa de humor ou rir do nada, não dependo de ninguém para ser feliz, não mesmo!
Depender do outro é difícil, é uma alegria momentânea, inconstante.
Por quê?
Simplesmente porque nem sempre o outro está bem e disposto, às vezes diz coisas que chateiam ou tem atitudes inesperadas e você nem sempre sabe o que faz e acaba ficando triste, ou seja, o que era doce se acabou e o ditado “Nada dura para sempre” se torna real, tudo por causa do outro, das atitudes do outro.
Tom Jobim que me desculpe, mas não concordo mais com a frase “É impossível ser feliz sozinho”, mudo, digo que é impossível ser sempre feliz com alguém ao lado.
Vou procurar a felicidade na beleza da vida e da minha cidade, vou rir com peças de teatro e piada de amigos, nos finais de semana não preciso de ninguém para me fazer companhia, posso ir dormir mais cedo e passar mais tempo com a minha família.
Não dependo de ninguém para sorrir, posso me olhar no espelho e fazer algumas caretas, posso ler uma piada, assistir um programa de humor ou rir do nada, não dependo de ninguém para ser feliz, não mesmo!
Depender do outro é difícil, é uma alegria momentânea, inconstante.
Por quê?
Simplesmente porque nem sempre o outro está bem e disposto, às vezes diz coisas que chateiam ou tem atitudes inesperadas e você nem sempre sabe o que faz e acaba ficando triste, ou seja, o que era doce se acabou e o ditado “Nada dura para sempre” se torna real, tudo por causa do outro, das atitudes do outro.
Tom Jobim que me desculpe, mas não concordo mais com a frase “É impossível ser feliz sozinho”, mudo, digo que é impossível ser sempre feliz com alguém ao lado.
Vou procurar a felicidade na beleza da vida e da minha cidade, vou rir com peças de teatro e piada de amigos, nos finais de semana não preciso de ninguém para me fazer companhia, posso ir dormir mais cedo e passar mais tempo com a minha família.
Maísa Borghetti.
sexta-feira, 3 de janeiro de 2014
Como dizer o que o coração só sabe sentir?
Eu gosto tanto do amor, e gosto de você também.
E de pessoas românticas, programas românticos, e também gosto de poesia. Mas eu nem sei o que é poesia.
Eu sei o que é você, quem é você.
Gosto de coisas que me fazem pensar, refletir, músicas que posso sentir e dançar com o vento, você me entende?
Eu não sei se você gosta disso ai que eu falei, se você sabe o quanto é bonito e da sua sensibilidade, do seu romantismo, mas eu vejo isso em você.
Eu gosto do amor, de você, de pessoas e programas românticos, de poesia, de pensar e refletir, e gosto de músicas e de dançar com o vento, e eu gosto de você.
Você me parecia pedra, me parecia frio. Eu nunca gostei do frio, mas em você eu vi graça.
Não sei qual é a graça disso tudo, mas eu vi nos teus olhos que algo queria sair de dentro do seu coração, do fundo da sua alma.
Senti que você queria gritar, fugir, correr e não sabia como ou para onde.
Eu não sei o que me deu e nem como pude enxergar isso tudo em você, eu estava passando por uns dias frios, mas eu consegui ver. Paguei para ver.
Eu nem sei quando foi que começou a fazer frio a minha volta, só sei que fez.
E quando eu te conheci eu te olhava e só via neve, foi quando resolvi reparar bem no fundo dos teus olhos e vi que algo queria sair de dentro do seu coração... Bem, isso tudo eu já disse.
O que quero dizer é que mesmo gostando disso tudo e não sabendo se você gosta (porque você ainda se esconde um pouco de mim), eu gosto de você o mesmo tanto, e tanto que eu não desgrudo.
Eu me agarro em você feito criança que agarra na mãe com medo de palhaço. Teu rosto é perfeito, tão perfeito que fico olhando feito boba, feito Romeu contemplando sua amada.
Pobre Romeu, não teve a mesma sorte que eu.
Sim eu tive sorte, e muita. Em um belo dia eu estava sem fazer nada e sem querer nada, foi quando eu resolvi falar com você e te chamar, sem intenção, para ir me encontrar. Mas essa história você já conhece.
Sabe que quando eu te olho... eu não consigo explicar o que sinto, é muito bonito o que nasceu dentro do meu coração. Nasceu do seu para o meu, e assim foi. Melhor, assim ficou.
Quando você chega tudo sorri, arrepia, dá vontade de morder cada parte de você que é só para saciar o que sinto. É como se só faltasse você para o sol brilhar, para tudo fazer sentido. Quando você chega toda música é bonita.
Você é brisa leve no verão, calor no inverno, você é você e é especial. O mundo para quando você está perto e por mim pode continuar parado, mas a hora voa quando você vem como se sentisse inveja de me ver feliz por tua companhia. Eu não ligo para ela porque sei que a eternidade está do nosso lado.
Em qualquer lugar que me leve, do mais fino ao mais humilde eu vou amar simplesmente porque você está lá. Pode ser em um parque em dia de sol, em um banco perto do lago, no centro da cidade comendo hot dog prensado, qualquer lugar está bom.
Você entende quando eu falo?
Não consigo explicar muito bem, Rubem Braga que me ajude:
” É de dar vergonha tanto amor. É latifúndio coronário, monocultura cardíaca – como um país inteiro plantado aos pés dela. O delírio repetindo igualzinho. Você me emociona. Parece feita de terra. Tudo é verdade começando por você.
(...)O mundo pode espernear à vontade. Eu ainda vou fazer uma canção pra você. Vou apontar e te dizer, “olha que lindo!” e você vai sorrir pra mim, olhando nos meus olhos sem nem se importar com o que eu estou apontando. Você é a coisa mais bonita que eu já vi.”.
Isso me ajuda um pouco a expressar.
Borghetti, Maísa.
quinta-feira, 2 de janeiro de 2014
segunda-feira, 23 de dezembro de 2013
quarta-feira, 18 de dezembro de 2013
A vida e o tempo
Titias, Vovô comigo no colo e Papai.
Vi uma senhora tão linda no trem, sentada ao lado de uma moça que provavelmente é sua filha.
Ai eu penso, como o tempo passa.
Penso que um dia ela talvez esteve no mesmo barco que eu, ela já foi jovem e saudável e talvez também não gostasse de levar blusa de frio para todos os lugares, ou não se importava tanto em comer lanche na hora do almoço em plena segunda-feira.
Ela já andou de bicicleta, correu por ai e ficou com gente que não deveria, teve alguns namorados, muitos amigos e hoje é uma senhorinha linda sentada no preferencial ao lado de sua filha que ontem ela cuidava, e hoje é quem cuida dela.
Eu penso "será que ela se lembra de toda a vida dela?" por isso eu tiro fotos, eu gosto de viver os momentos, mas também gosto de guardar como lembrança.
Sempre que eu vejo fotos dos meus pais quando jovens eu fico pensando o que pode ter acontecido antes e depois daquela foto, e gostaria muito de saber como era a voz deles, se eles eram como eu sou hoje... Eu acho a vida muito engraçada, eu adoro ver fotos dos meus pais, ver como eles eram antes de eu existir, antes até mesmo de meus irmãos existirem.
O tempo passa para todos, vejo minhas fotos de criança e não me lembro de muita coisa, guardo todas com muito carinho, um dia quero comparar todas as fotos e ver as mudanças, os fios de cabelo branco, o corpo que muda, o rosto, as rugas...
Quando olho para estar fotografias fico pensando no que todos eles sentiam no momento, o que pensavam e como o tempo passa, como eu gostaria de voltar pelo menos uma vez no tempo.
Segue algumas fotos de família e minhas crescendo.
Olhando para a câmera, Vovó e Vovô que moram no céu.
Vovó que hoje mora no céu.
Metade do Papai, Vovó e Titia.
Irmão, Mamãe, Eu e Irmã
Eu quando não sabia falar
Eu com 4 anos, já falava muito
Eu cortando meu bolo de aniversário de 6 anos
Eu com 7 anos
Eu com 7 anos na formatura do Prézinho
Borghetti, Maísa.
terça-feira, 3 de dezembro de 2013
Eu adoro a minha casa, mas não gosto da minha cidade nem do meu bairro.
Eu adoro os meus amigos, mas seria bem melhor curtir com eles em outro cenário.
Minha adolescência foi legal, mas curtiria bem mais em uma praia num dia de sol ou numa noite em um lual.
Adoro a capital, a correria e até o ar condicionado do trem, mas hoje trocaria isso por uma tarde sentada de frente para o mar.
Eu quero brisa leve no rosto, cabelo molhado ao vento, areia fazendo coçar os olhos, cílios sem rímel, olhos sem lápis preto, boca sem batom vermelho. Eu quero sentar, cantar minha música sem ter que abrir os olhos e ver que cheguei na estação e preciso descer correndo. Quero músicas sem interrupções, noites com cheiro de mar, manhãs de sol e pés na areia.
Borghetti, Maísa.
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