segunda-feira, 15 de dezembro de 2008


Por um momento pude ver o fim de um sentimento tão bonito, tão intenso e que a cada dia se torna mais recíproco. Sentimento tão bem conquistado. É difícil aceitar que pode ter fim.
E naquele momento vi sofrer quem eu não queria machucar, vi sofrer quem não queria ver o fim e faltavam palavras certas e convincentes, o erro não pertencia a mais ninguém, mas a culpa vinha sobre si, e o medo vinha ainda mais forte. E não sabia o que fazer, nessas horas é difícil encontrar palavras certas e sábias. Não conseguiu se concentrar na leitura lutou contra as lágrimas, outrora prometeu não chorar mais de tristeza, resolveu deitar-se, mas o sono se foi.
A vontade de correr dali, e resolver tudo com um beijo apaixonado crescia a cada instante, o fato de não poder sair dali era revoltante, e a dificuldade de resolver o problema, resultava em um sentimento estranho.
E ao pensar que antes era tudo muito bom, tudo muito lindo, que tudo dava mais certo se perguntava “Quando isso vai acabar?”. Já tivera pensado em viver tudo nessa vida, menos o que estava vivendo e por não ter pensado, não sabia como resolver. Tinha solução para quase tudo, mas a situação não se resolveria nem com pedidos de desculpas e promessas, e quando chega a esse ponto, dá medo, muito medo, medo de ver tudo acabado, de perder tudo o que conquistaram juntos. E por mais difícil que fosse tinha que resistir e não chorar, não podia deixar que lágrimas de tristeza molhassem sua face. Prometeu que não choraria e tinha que cumprir. Conseguiu. Apesar do medo que sentia não chorou, algo dizia que ficaria tudo bem e sempre soube que um sentimento quando é forte e verdadeiro, supera tudo, mas daquela vez queria que tudo se resolvesse logo, não queria mais ter problemas superar já não era o bastante, o que queria era resultado. A agonia era grande e não via a hora de poder se resolver, sentiu muito medo, claro. O que sentia era mais verdadeiro que tudo e não podia acabar assim, era um sentimento sem igual.

domingo, 14 de dezembro de 2008





-Vem jantar Thomas.
-Não quero.
-Está triste?
-Não.
-Nem adianta tentar me enganar porque eu te conheço. Só uma coisa faz com que você não se alimente direito, a tristeza.
-No verão passado...
-Você ficou sem se alimentar direito durante 3 dias porque...
-Você disse que não poderia ir viajar comigo.
-É, mas eu fui. Quando eu te disse que iria você ficou todo animado, com um enorme sorriso estampado em seu rosto.
-Sorri por saber que passaria aqueles 5 dias com você.
-Foi maravilhoso Thomas.
-Foi mesmo, acordar ao seu lado, passar o dia com você, foi realmente maravi... Foi bom, divertido, mas passou e passado, é passado.
-Você prometeu que...
-Promessas, promessas, promessas...
-Você prometeu me amar para sempre.
-Você prometeu me fazer feliz.
-Você prometeu estar ao meu lado em todos os momentos, prometeu ser fiel e...
-Você prometeu nunca mais repetir isso.
-Promessas, promessas, promessas. De nada valeram as suas, desde então as minhas perderam o valor.

...

-Vamos recomeçar, seja minha Samantha.
-Serei Samantha, apenas isso.
-Minha Samantha.
-NUNCA.
-Não diga isso.

...

-Thomas, viu só como não dá certo, só brigamos.
-Você briga.
-Você joga as coisas na minha cara.
-Você diz que me amar foi um erro, nunca pensei ouvir isso de ti Samantha. Nunca senti tamanha dor, você não pensa, não quer nem saber se vai machucar ou não, apenas diz o que pensa. Talvez o erro esteja em continuarmos insistindo num relacionamento que já perdeu o respeito.
-Você sempre diz que se existe amor, o resto não importa.
-Desde que esse resto não machuque, não faz com que o amor desgaste.

sábado, 13 de dezembro de 2008




-Só mais uma chance Sam
-Não
-Prometo te fazer a garota mais feliz do mundo
-Não.

...

-Onde foi que eu errei Thomas?
-Eu errei
-Onde foi que eu errei?
-EU ERREI. EU SOU O ERRADO SAMANTHA.
-Tudo bem, porque diz isso?
-Por que sim.
-Você sabe que quem errou foi eu, não é mesmo?
-Eu reconheço que errei.
-ATÉ QUANDO VOCÊ VAI INSISTIR QUE VOCÊ ERROU?
-ATÉ VOCÊ ACEITAR.
-Então desiste Thomas, eu não vou aceitar.
-Ainda não aceita Sam. Eloh, Nicole, Danielle, todas viram, são suas melhores amigas.
-Você tem razão.

...

-Samantha, você acredita no amor?
-Acredito naquilo que sinto, e sei que é amor.
-E acredita também que pode ser eterno?
-Acredito no que é verdadeiro e sabemos que se é verdadeiro, é possível ser eterno.
-Acredita que acaba?
-Sim.
-Sabe me dizer o porquê?
-Depende de quem termina. Existem casos que o amor desgasta.
-Como freios de bicicleta?
-Sim, como freios de bicicleta. Não acredito que você ainda se lembra dos freios.
-Difícil esquecer. Quando se trata de você eu não esqueço. Você acredita que o amor entre nós acabou?
-Você acredita Thomas?
-Meu amor por ti é o mesmo. E o seu por mim, ainda é o mesmo?
-Os freios ficam gastos com o tempo...
-Mas é só trocar que fica tudo bem.
-Exato.
-O que você está querendo dizer com isso?
-Bater na mesma tecla sempre, não dá. Devemos seguir em frente.
-Cada um com sua vida? Nunca, eu quero você Sam e você não pode d...
-Podemos o que quisermos Thomas.
-E o que você quer? Desistir de tudo? Desistir de mim e dos sonhos que construímos juntos?
-Brigávamos tanto.
-Mas passou, tudo serve de aprendizado. Lembra?
-Passou, mas não se apagou.
-Sejamos mais lisos, vamos deixar as diferenças de lado Samantha, nos amamos tanto e ...
-Eu errei em ter te amado Thomas.
-Então quer dizer que me amar foi um erro?
-Talvez.
-Mas não é você que sempre diz que, por mais sofrido que seja o amor nunca é um erro?
-No meu caso foi.
-Aé? Por quê?
-Porque foi.
-Eu não penso assim.
-Mas eu penso Thomas.
-Sinto muito, desculpa ter aparecido na sua vida.
-Thomas, me desculpe, volte aqui, eu não queria te deixar chateado.
-Ta na hora de pensar no que você fala Samantha, você mais do que ninguém sabe que as palavras machucam.
-Me perdoa.
-De novo? Viu só como eu sou o errado da história, sempre te perdôo, virou rotina, costume.
-EU TE AMO.
-Eu amava quem nós éramos.
Continua.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008



O dia do casamento.



Feito por:
Grasiele Rocha e Maísa Borghetti.






Foto: David da Silva.


O dia do casamento - Último capítulo


-Mas Apolo, entenda que foi um momento de fraqueza, eu não queria...
-Queria sim. Se não quisesse não teria procurado Pietro.
-Ok, eu vou te entender Apolo, não sei se no seu lugar eu perdoaria.

Luiza diz com frieza

-Para onde você vai agora?
-Quem vai é você. Eu não vou sair da minha casa, quem quer se separar é você, saia então.
-Isso não está certo, Luiza, quem comprou esta casa fui eu, com meu dinheiro.
-Vai jogar na cara agora? Antes era nossa, agora é sua?
-Eu não vou deixar esse apartamento pra você Luiza, fique certa disto.
-Tudo bem.

Apolo sai, e vai para a casa da mãe, que diz ter avisado sobre o caráter de Luiza.
No dia seguinte Luiza acorda, e realmente se da conta do que aconteceu. Apolo foi embora, e desta vez era pra sempre.

-Sophia?
-Quem é?
-Sou eu, a Luiza.
-Ah, estava dormindo. O que aconteceu?
-Apolo foi embora, ele descobriu sobre o dia que fui à casa de Pietro, ele foi embora de casa, mas disse que não vai deixar o apartamento comigo, eu não sei o que faço, não sei se teria coragem para voltar para casa de meus pais.
-Que barra hein amiga, mas isso serve como uma lição, e mostra o quão certa é aquele dizer popular ‘quem avisa amigo é’.
-Sophia agora não é hora para sermão.
-Eu sei, mas não seria eu se perdesse essa oportunidade.
-Soh, vou a sua casa agora.
-Agora?
-É!
-Ta bom.

Luiza então saiu de casa, certa de que ia à casa de Sophia. Quando chegou perto da casa de Pietro, não resistiu.

-Pietrooo.-Luiza? Depois de tanto tempo resolveste aparecer?
-Precisamos conversar.

Luiza entrou e contou a Pietro tudo que havia acontecido, e chegou até a dizer para ele, que:

-Pietro, esta é a ultima oportunidade de ficarmos juntos.
-Estou de viajem marcada para os Estados Unidos.
-O que?
-É, ganhei uma bolsa para fazer faculdade, está na hora de fazer o que eu ainda não fiz, de me dedicar ao que não me dediquei, está na hora de correr atrás do tempo perdido.
-E eu Pietro, e nós?
-‘Nós’... Não existe faz tempo. Você? Você eu não sei, passei muito tempo te procurando, me dedicando, tentando que nosso amor desse certo para que um dia eu e você fossemos um só. Infelizmente não deu certo. Agora é hora de cuidar de mim.
-Desistiu fácil Pietro.
-Não quanto você.
-É, acho que acabou mesmo, não tem mais o que fazer, nem pra onde correr. O nosso fim é esse. -E Lembre-se, que quem procurou por isso fomos nós mesmos.
-Eu sei... Tchau Pietro. Até Logo.
-Adeus Luiza.

E este foi o triste fim de Luiza, que passou a vida inteira enganando a si mesma, procurando Pietro em Apolo, fingindo estar feliz.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

O dia do casamento - Capítulo XXII








-Precisamos conversar Apolo.
-Nem precisa falar nada.
-NÃO?
-Não eu já sei de tudo.
-Eu posso explicar.
-Então explica.
- E-eu sei que não tenho o direito de fazer ninguém sofrer e...
-Vamos direto ao ponto... Meu amor.
Luiza chora desesperadamente, ela percebe frieza no olhar de Apolo.
-E-eu não consigo.
-Pietro.
-O que?
-É isso mesmo que você ouviu. Pietro.
Os dois ficaram quietos, só se ouvia os sussurros de Luiza. Medo misturado com arrependimento. Apolo quebrou o silêncio.
-Você pensa que eu sou idiota. Por que se casou comigo se não é a mim que amas?
-Mas eu te amo
-Ama nada, se me amasse não me faria sofrer. Será que... Luiza você jogou fora todos esses anos que passamos juntos.
-Como assim eu joguei fora?
-Acha que ainda quero viver uma vida ao seu lado? Uma pessoa que mentiu pra mim esse tempo todo?
-Mas Apolo...
-Mas nada Luiza.
Apolo sai, vai dar uma volta para espairecer um pouco. Luiza fica em casa não liga pra ninguém como sempre faz, não procurou ajuda só consegue pensar na burrada que cometeu.
Por volta das 20h Apolo volta para casa.
-Apolo. Vamos conversar.
-Conversar?
-Sim, precisamos conversar.
- Ah, você está vendo só do jeito que eu fiquei e que tudo ficou Luiza?
-Me perdoa Apolo, por favor!
-Luiza.
-A nossa casa, nossas coisas, tudo tem nosso jeito, nosso cheiro. Por favor. Me abrace simplesmente, não fale, não lembre,não chore, só me abrace.
-Luiza não dá, eu te amo mas você me enganou. Disse me amar esse tempo todo sendo que sua cabeça está em outro.
-Não é bem assim.
-ENTÃO É COMO?
-Amor, pensa em todos esses anos que ficamos juntos, nesses meses de casamento.
-Você pensou nisso quando foi se jogar nos braços de Pietro?
-Você fala como se eu tivesse te traido.
-E não?
-Não.
-Traição não é só quando dois lábios se encontram. Não é isso que você sempre diz?
-Você está sendo muito radical.
-Às vezes é preciso ser radical e às vezes não é ser radical, é apenas enchergar a realidade de uma forma que nem todos tem coragem de enchergar.
-Você está usando minhas palavras contra mim.
-Foi isso que aprendi com você. Sai da minha vida.
-Não Apolo. A gente pode virar o jogo. Vamos conversar.
- Seus olhos vivem dizendo o que você teima em querer esconder.
-PÁRA APOLO. Eu te amo.
- Não precisa iludir nem fingir e nem chorar. Não precisa dizer o que eu não quero escutar.
-Pára de cantar as músicas que um dia eu cantei, de dizer palavras que um dia eu disse.
-Se é por falta de adeus não precisa mais ficar.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

O dia do casamento - Capítulo XXI



-Luiza, você está feliz?
-Claro Apolo, por quê?
-Por nada amor. Só quero saber, eu quero te ver feliz.
-Eu estou feliz. Casamo-nos e era isso o que mais queríamos.

Luiza se sente mal por mentir, mas sabe que é tarde para voltar atrás, não via outra saída a não ser, tentar ser feliz com Apolo.
Apolo conhece Luiza e não acredita que ela esteja realmente feliz por ter se casado, ele sabe que está faltando alguma coisa, mas não sabe o que é.

-Tudo bem ela sempre foi muito apegada à mãe, mas não era pra reagir dessa forma. Ela está muito distante isso não é normal Adones.
-Conversa com ela Apolo, pergunta o que está acontecendo, o que está faltando. Se não o casamento de vocês não vai muito longe.
-Não fala isso nem de brincadeira, eu amo aquela mulher.

Apesar da dúvida, Apolo sabia o que estava acontecendo. Ele conhecera mais Luiza do que ela mesma, e sabe quando ela está falando a verdade, quando está triste e feliz, quando quer ou não algo. Apolo sentira medo e pensara em deixar essa história de lado. “Se ela não estiver feliz, que chegue a mim e fale” pensava ele, mas não conseguia ser egoísta ao ponto de fingir que nada estava acontecendo. Mesmo depois de alguns meses de casado, resolveu procurar ajuda e saber o que estava acontecendo. Procurou Sophia.

-Mas no dia do nosso casamento quando ela foi até sua casa, ela não disse se estava feliz, não disse nada?
-No dia do casamento de vocês?
-É Sophia, você não estava muito bem, lembra?
-Não. Quer dizer, lembro sim.
-Lembra mesmo?
-Sim lembro. –Sophia percebe que Luiza inventou uma boa mentira para Apolo.
-E então?
-Ah. Então ela comentou sim que estava feliz porque finalmente deu certo.
-Só isso?
-Conversamos pouco tempo.
-Ta bom Sophia, até logo- Diz Apolo desconfiado.
-Até.

Sophia liga para Luiza imediatamente para perguntar o que aconteceu.

-Você diz que estava na minha casa e não me conta nada, você é louca?
-Mas eu pedi para o Pietro te avisar.
-Ele não me avisou.
-Eu mato ele. Mas deu pra disfarçar? Apolo percebeu alguma coisa?
-Acho que não, não sei.
Apolo desconfiou sim e decidiu apurar os fatos. Foi atrás de mais informações e conseguiu.
-Oi meu amor, trouxe alguns chocolates pra você, sei que você gosta.
-Ah, obrigada.
-Dormiu bem?
-Aham. E você?

“Luiza estava fria como nunca esteve antes, ela sempre foi uma pessoa carinhosa comigo, sempre olha nos meus olhos quando conversamos. Tem alguma coisa errada”, pensa Apolo.

-Estou bem sim. Hoje foi cansativo no trabalho, muita coisa pra fazer, muita gente faltou e pra piorar o chefe estava lá ...
-Ata. Vou preparar o jantar.
-Trouxe um vinho para nós.

Luiza deu as costas e foi preparar o jantar, ela não conseguia olhar para Apolo, ele sempre foi uma ótima pessoa, fiel, companheiro, amigo, uma pessoa que não merece ser enganada. Luiza decide contar toda a verdade.